EM QUE CREMOS

Em que Cremos

Somos cristãos reformados. E para que vocês possam conhecer a Igreja Presbiteriana do Brasil, e no que ela crê como Igreja Reformada, abaixo você encontra alguns tópicos principais da nossa fé.

I. Basicamente, quando falamos de Fé Reformada, referimo-nos à verdadeira religião cristã, como foi recuperada durante a Reforma Protestante dos séculos 16 e 17. Esse texto tratará de alguns assuntos referentes à fé Reformada, que a Igreja Presbiteriana do Brasil crê, mas você não encontrará a abordagem daqueles pontos cardeais da religião cristã que as Igrejas Reformadas compartilham com as demais, a saber, a Trindade, a expiação, a justificação pela fé, o nascimento virginal e a ressurreição corpórea de Jesus, seus milagres e a inspiração das Escrituras Sagradas.

A Fé Reformada adota todas as doutrinas apostólicas estabelecidas na Bíblia e formuladas em credos pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja Primitiva. Ela é um relacionamento com Deus, através da mediação de Jesus Cristo, baseado no Evangelho revelado por Ele e pelas Escrituras Sagradas.

O conteúdo desse trabalho é seletivo e não abrange toda a fé cristã; não se pretende nem objetiva oferecer um resumo exaustivo da fé Reformada, antes aborda os princípios reformados, a Teocentricidade, a eleição, o sacrifício de Cristo e a Graça Irresistível de Jesus por nós, pecadores


DEUS E A SANTÍSSIMA TRINDADE

a- Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, – onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável.
b- Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas.
c- Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade – Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo.

A BÍBLIA

A Fé Reformada considera a Bíblia com a maior seriedade. Esta não é senão outra maneira de dizer: “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm. 11.36). A Fé Reformada busca manter corretamente entendido o ensino integral da Bíblia.
a- Suficiência – A Fé Reformada encontra toda a sua autoridade no ensino da Palavra de Deus. A Bíblia é a única regra infalível sobre o que devemos crer e como devemos viver.
b- Necessidade – A Bíblia é a revelação da vontade e da pessoa de Deus. “o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8.3). As Escrituras Sagradas são “indispensáveis” porque somente através dela vem “aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação”.
c- Inerrância – A Bíblia está livre de erros, uma vez que foi entregue pelas mãos de Deus. O salmista diz o seguinte: “A lei do Senhor é perfeita… Os estatutos do Senhor são dignos de confiança… Os preceitos do Senhor são justos… O temor [objeto de referência, chamado, a Palavra de Deus] do Senhor é puro” (19:7-9). A Bíblia não caiu do céu. Homens escreveram, mas com sua forma de escrita, com toda variedade de vocabulário e estilo próprio, o Espírito Santo, pela sua palavra e exposição, foi determinante para o resultado da Palavra.
d- Clareza – A Bíblia é clara e isso é fruto de sua inerrância. Salmo 19:8 diz, “Os mandamentos do Senhor são radiantes, trazendo luz aos olhos.” Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.

FUNDAMENTOS DA NOSSA FÉ

a- Depravação Total – O homem em seu estado natural está morto em suas faltas e pecados. A Fé Reformada nos ensina que a habilidade humana sofreu uma mudança drástica como resultado da sua queda no pecado. O homem era originalmente livre e capaz de fazer a vontade de Deus. Mas “por causa de sua queda em um estado de pecado”, ele teve “total perda de suas habilidades de querer fazer qualquer bem espiritual, junto com a salvação: então como, um homem natural, sendo adverso a tudo que seja bom, e morto no pecado, não é capaz, pela sua própria força, de converter a si mesmo ou preparar-se para tal situação?” É isto o que as escrituras ensinam, quando elas dizem, “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar”(Rom. 8:7). A depravação do homem, em outras palavras, é total por natureza.
b- Eleição Incondicional – Deus o Pai escolheu soberanamente aqueles que serão salvos. Todos os cristãos confessam que Deus é soberano. Este é o ensinamento que significa que Deus realmente é Deus. Pois como dizem as Escrituras, “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dan. 4:35). Ele é verdadeiramente Senhor de Tudo, e “segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef. 1:11). Por outro lado, como já temos visto, o ser humano é limitado pela perda de suas habilidades, então, não é a soberania de Deus que torna impossível para o ser humano fazer aquilo que precisa ser feito para sua salvação! Não, foi a própria rebeldia do homem que fez isto. A doutrina da eleição incondicional simplesmente significa que Deus, pela sua Soberania e por causa do nosso estado de debilidade, tem a decisão final sobre os que serão salvos, e Ele não os escolhe pelo fato de terem algo diferente em si mesmos, escolhe por seu amor e liberdade.
c- O Sacrifício Limitado – O Senhor Jesus morreu por todos aqueles a quem o Pai concedeu graça, e somente por eles. Nós fomos salvos porque Deus, o Pai nos escolheu para sermos salvos. Mas nós não somos salvos somente pela eleição. Não, nós somos também salvos pelo sacrifício sofrido por Jesus na cruz. Pois, como a Bíblia diz, seu nome seria Jesus porque ele iria “salvar seu povo de seus pecados” (Mateus 1:21). O sacrifício é limitado – não em seu valor, mas somente para aqueles a quem foi aplicado. O sangue de Jesus é precioso; ele tem valor ilimitado. Também não seria seu valor exaurido se todos os seres humanos fossem de fato salvos por ele. Mesmo assim, existe uma limitação imposta sobre o sacrifício de Cristo, por desejo do Pai. Aqueles que são salvos pelo sangue de Jesus Cristo são somente aqueles de quem a intenção do Pai era de serem salvos.
d- Graça Irresistível – O Espírito Santo soberana e efetivamente aplica a salvação ao eleito. Se os homens fossem deixados na dependência de sua própria força e habilidade em qualquer ponto no processo de salvação, nenhum poderia ser salvo. Mas esse não é o caso. A Fé Reformada ensina a todos que Jesus orou: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”(João 6:37), e aqueles que Jesus afirmou: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.”(ver. 44). E é aqui que vemos o ministério salvador do Espírito Santo. O Deus triúno verdadeiramente salva seus eleitos pela iluminação de suas mentes espiritual e salvificamente para entender as coisas de Deus, tirando seus corações de pedra, e dando a eles um coração vivo; renovando suas vontades, e, pelo seu grandioso poder, determinando-os para aquilo que é bom, e efetivamente atraindo-os para Jesus Cristo: Ainda assim, eles vêm livremente, sendo feita sua vontade pela Sua graça.
e- Perseverança dos Santos – Aqueles que são verdadeiramente salvos nunca se perderão. Aqueles que Deus aceitou como seus amados… Não podem nem totalmente ou finalmente cair de seu estado de graça, mas certamente irão perseverar íntegros até o fim, e ser eternamente salvos. Eles não podem “cair da graça” porque Deus traz a obra da salvação a um estado de perfeição que é exclusivamente Seu. Se os seres humanos fossem salvos por Deus, para depois se perderem novamente por causa de seus atos, então Deus seria um fracasso! E isso parece acontecer. Mas isso não acontece de forma alguma, porque “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6). Este ato se deve totalmente ao poder de Deus, e não à força vinda do crente; mesmo os cristãos verdadeiros não podem fazer nada por si próprios. Existe, pela criação e sustentação da graça de Deus, uma fé insaciável, um desejo por Deus no coração de cada verdadeiro crente, que é encorajado e capacitado para lutar o bom combate da fé, mantendo-se fiel até o fim.

SAIBA MAIS SOBRE A IGREJA

Igreja Presbiteriana do Brasil
http://www.ipb.org.br/

NATUREZA, GOVERNO E FINS DA IGREJA

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve; rege-se pela presente constituição; é pessoa jurídica, de acordo com as leis do Brasil, sempre representada civilmente pela sua Comissão Executiva e exerce o seu governo por meio de concílios e indivíduos regularmente instalados.

            A Igreja Presbiteriana do Brasil tem por fim prestar culto a Deus, em espírito e verdade, pregar o Evangelho, batizar os conversos, seus filhos e menores sob sua guarda e “ensinar os fiéis a guardar a doutrina e prática das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, na sua pureza e integridade, bem como promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento de seus membros na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
            O poder da Igreja é espiritual e administrativo, residindo na corporação, isto é, nos que governam e nos que são governados.
            A autoridade dos que são governados é exercida pelo povo reunido em assembléia, para: eleger pastores e oficiais da Igreja ou pedir a sua exoneração; pronunciar-se a respeito dos mesmos, bem como sobre questões orçamentárias e administrativas, quando o Conselho o solicitar; deliberar sobre a aquisição ou alienação de imóveis e propriedades, tudo de acordo com a presente Constituição e as regras estabelecidas pelos concílios competentes.
            A autoridade dos que governam é de ordem e de jurisdição. É de ordem, quando exercida por oficiais, individualmente, na administração de sacramentos e na impetração da bênção pelos ministros e na integração de concílios por ministros e presbíteros. É de jurisdição, quando exercida coletivamente por oficiais, em concílios, para legislar, julgar, admitir, excluir ou transferir membros e administrar as comunidades.


ESTRUTURA

A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, regida por uma Constituição promulgada no dia 20 de julho de 1950, e exerce o seu governo por meio de concílios.
Os concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil são assembléias constituídas de Ministros e Presbíteros regentes, que guardam em si governo e disciplina sob forma de autoridade.
A Igreja Presbiteriana do Brasil possui os seguintes Concílios, em ordem ascendente:
  • O Conselho, que exerce jurisdição sobre a Igreja local;
  • O Presbitério, que exerce jurisdição sobre os ministros e conselhos de determinada região;
  • O Sínodo, que exerce jurisdição sobre três ou mais Presbitérios;
  • O Supremo Concílio, que exerce jurisdição sobre todos os Concílios.
Conselho da Igreja Local
O Conselho da Igreja é o Concílio que exerce jurisdição sobre uma Igreja e é composto do pastor, ou pastores, e dos presbíteros.
O pastor é o presidente do Conselho da Igreja local e é sempre o representante legal da Igreja, para efeitos civis e, na sua falta, o seu substituto.
O Conselho da Igreja local reunir-se-á:
a) pelo menos de três em três meses;
b) quando convocado pelo pastor;
c) quando convocado pelo vice-presidente
d) a pedido da maioria dos presbíteros, ou de um presbítero
quando a Igreja não tiver mais de dois;
e) por ordem do Presbitério.
Fonte: Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil
http://www.ipb.org.br/download/arquivos/Legislacao_IPB.zip
QUEM SOMOS:
Somos parte do Corpo de Cristo. Uma igreja formada por pessoas que foram lavadas pelo sangue de Jesus. Somos uma igreja edificada sobre a Palavra de Deus, comprometidos com o evangelho que nos alcançou, e nos deu nova vida.
Somos uma Igreja em Células dirigida por Propósitos. O nosso compromisso é viver Cristo no testemunho pessoal, e na comunhão “uns com os outros”, a fim de que “. o mundo creia”.BEM-VINDO À FAMÍLIA CRISTÃ
É muito bom ter você conosco. Conhecê-lo é nosso maior prazer. Nosso objetivo é servi-lo, e o nosso empenho é levá-lo a experimentar a doce comunhão com o Pai.
Queremos proporcionar a você e sua família, um ambiente alegre e seguro. Um lugar onde Cristo pode ser contemplado em cada gesto, atitude ou palavra. Seja bem vindo!
2ª Igreja Presbiteriana de Arapoti
Endereço: Rua Severo Soares Cavalheiro nº 810 – Vila Romana – Arapoti – Pr.

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