INDEPENDÊNCIA OU MORTE? – Rev. Altieres Fernando Miola

 

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8.36

Na semana passada, mais precisamente no dia 07, comemoramos o DIA DA INDEPENDÊNCIA. Essa data nada mais é que a declaração de Independência do Brasil frente ao império Português. Após algumas indisposições entre o príncipe regente e a corte lusitana, foi sugerido que Dom Pedro voltasse imediatamente para Portugal no início de 1822. Recusando-se abandonar o Brasil, em 09 de janeiro opta permanecer, fazendo conhecido o Dia do Fico.

O mal-estar ainda estava instalado entre Brasil e Portugal. Assim, no mês de setembro, as cortes portuguesas deram um ultimato para D. Pedro voltar para Portugal, sob ameaça de ataque militar. O príncipe que estava em viagem ao estado de São Paulo recebeu a notícia e, antecipando uma decisão que já estava quase nas ‘vias de fato’, declarou o país independente às margens do rio Ipiranga, no dia 07, com a célebre frase: “Independência ou Morte!”.

Considerando um artigo do Rev. Jailto Lima do Nascimento, da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, lemos:

“A independência é uma aspiração do homem. É símbolo de sucesso, êxito, poder, glória e superação dos limites. Será que toda independência é necessariamente benéfica? Sempre traz consigo melhorias? Sempre promove aquele que a alcançou? A resposta é não. Em Gênesis 3, lemos o registro da rebelião desencadeada pelo homem, por sugestão de Satanás. O homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança (Gn 1.27), foi abençoado (Gn 1.28), recebeu como lar um lugar paradisíaco (Gn 2.8,15), todas as suas necessidades foram graciosa e abundantemente supridas (Gn 2.18-25), tinha profunda e especial comunhão com o seu Criador e a ele devia total obediência, devendo respeitar os limites que lhe foram impostos (Gn 1.15-17). O homem foi criado por Deus com alma racional e imortal, foi dotado de inteligência, retidão, santidade e liberdade. Possuía todas as condições para cumprir a lei de Deus escrita em seu coração e para obedecer ao preceito de não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Apesar de todos os benefícios recebidos, o homem desejou mais, aspirou ser igual a Deus (Gn 3.4-6). O homem reivindicou sua independência, rompeu o pacto estabelecido pelo Senhor, desejou estabelecer o seu futuro e decidir de forma autônoma seus passos. A criatura “pegou em armas contra seu Criador” e reivindicou sua independência. À semelhança do nosso príncipe (D. Pedro), também próximo a um rio (Gn 2.10), o homem emitiu seu brado de independência e imediatamente colheu os amargos frutos de sua escolha. Por esse pecado o homem decaiu de sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornou morto em pecado e inteiramente corrompido em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma”.

O sonho de toda pessoa é se tornar independente. É ter as suas próprias finanças, a sua casa, o seu carro, o seu direito de ir e vir sem impedimentos e constrangimentos. Isso é muito bom! No entanto, que jamais pensemos em ser independentes de Deus e da sua vontade para as nossas vidas. Que cultivemos vida com o Senhor e nos sintamos plenamente felizes em nos submetermos a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável.

Fontes:

http://ipbvit.org.br/2012/09/07/independencia-e-morte/

http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/7-setembro-dia-independencia-brasil.htm

 

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