O que é a comunhão com Deus? – Rev. Altieres Fernando Miola

 

“[…] aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”. Hebreus 10.22

 

Os antigos puritanos chamavam este aproximar-se de “comunhão com Deus”. James Innell Packer, teólogo, afirmou que os puritanos diferem dos evangélicos contemporâneos, porque para eles: “A comunhão com Deus era algo muito importante; em comparação ao que pensam os evangélicos contemporâneos: a comunhão com Deus é algo insignificante. Os puritanos eram interessados pela comunhão com Deus de um modo que não o somos. A medida de nosso interesse é mostrada pelo pouco que falamos a respeito deste assunto. Quando os crentes se reúnem, falam uns com os outros a respeito de suas obras e seus interesses cristãos, de seus conhecidos cristãos, da situação de suas igrejas e dos problemas de teologia – mas raramente falam sobre a experiência diária com Deus”.

De acordo com Packer, o maior dos puritanos foi John Owen (1616-1683). A própria comunhão que Owen tinha com Deus é um grande exemplo para nós. Deus cuidou que Owen e os puritanos sofredores de seus dias vivessem nele, de um modo que faz a maior parte de nossa comunhão com Deus parecer superficial. Escrevendo uma carta durante um período de enfermidade, em 1674, Owen disse a um amigo: “Cristo é nosso melhor amigo e logo será o nosso único amigo. Peço a Deus, com todo o meu coração, que eu me fatigue de tudo, exceto da conversa e da comunhão com Ele”. Deus usou a doença e todas as pressões sofridas por Owen em sua vida para orientá-lo na comunhão com Ele mesmo e mantê-lo envolvido nesta comunhão.

Mas Owen também era intencional em sua comunhão com Deus. Ele disse: “A amizade é mantida e preservada por meio de visitas; e estas devem ser espontâneas e não somente motivadas por assuntos urgentes…”. Em outras palavras, em meio a todos os seus labores políticos, acadêmicos e eclesiásticos, Owen fazia muitas visitas a Deus. E, quando ele fazia essas visitas, não ia somente com petições por coisas ou por livramentos de suas muitas dificuldades. Ele as fazia para ver seu glorioso Amigo e contemplar-Lhe a grandeza.

Esse é um pequeno trecho de uma meditação sobre comunhão com Deus, baseando-se na vida de John Owen. Sobre a expressão puritano, que muito usamos em nossos dias para se referir a alguém que extravasa em sua pureza, a verdade é que se tratou de um movimento espiritual, apaixonadamente preocupado com Deus e a piedade. Foi essencialmente um movimento para a reforma da igreja, para a renovação pastoral e evangelística, e para o reavivamento espiritual. Assim, o objetivo principal de vida era se aprofundar em conhecer e viver com o Senhor. Nas palavras do profeta Oséias, notamos que essa verdade não é mérito apenas dos puritanos, ou de John Owen, mas deve ser algo de todo o cristão: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; […]”.

Que Deus nos abençoe e que tenhamos sempre mais desejo e prazer em conhecê-lo e nos aproximarmos dele.

Fonte: http://www.desiringgod.org/messages/the-chief-design-of-my-life-mortification-and-universal-holiness?lang=pt

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